tradições

OS TUNÍDEOS 

   Os Tunídeos existem desde 1994 e o seu espírito sempre se pautou pela alegria e boa disposição que transmitem, quer em palco, quer fora dele. Os sorrisos e as palmas que provocam são sinónimos do dever cumprido, na tarefa de levar a festa onde quer que se dirijam. Os Tunídeos estão presentes onde quer que haja uma ocasião festiva – festas de freguesia, casamentos, divórcios, ou até matanças do porco!
   Como representantes da Universidade dos Açores, são um dos principais veículos da interacção académica com a sociedade Açoreana e não só. Os Tunídeos, para além de um grupo musical, são também uma escola de vida complementar à academia curricular. Aos caloiros é incutido o sentido da responsabilidade, a amizade, o respeito pelo próximo e a humildade, num contexto musical e de diversão.
   Existe nos Tunídeos uma hierarquia marinha baseada em antiguidade, desempenho e presença física nas várias actividades em que se envolvem: Os aTunos, os Petingas e os Rascassos. Os aTunos e excepcionalmente alguns Petingas, são passíveis de ser eleitos para desempenhar funções directivas. A direcção do cardume subdivide-se em: Direcção “Para o que der e vier” – Magister, Vice-Magister, Tesoureiro e Relações Publicas; Direcção Musical – Maestro e Vice-Maestro; Presidente da Mesa da Assembleia Geral e respectivo Secretário.

SERENATAS 

   As Serenatas são uma tradição que os Tunídeos mantêm para retribuir o carinho que qualquer donzela lhes dispense... Em Ponta Delgada, sempre que a lua se apresenta cheia, à meia-noite, os Tunídeos iniciam uma incursão por ruas de Ponta Delgada onde se escondem ansiosas donzelas dignas de interesse... Debaixo das suas janelas fazem serenatas... E pedem-lhes, como prova de agrado, uma peça de roupa íntima... Não se pense que é para uso pessoal! Trata-se de uma tradição secular para coleccionar recordações de lindas donzelas... 

PASSAGENS

   As passagens no grupo são acompanhadas de rituais, mais ou menos secretos, de forma a manter a misticidade da ocasião em causa, que se revela de grande importância para todos, mas em especial para a pessoa em questão. O tempo que demora a evolução dentro do grupo depende exclusivamente da dedicação e espírito evidenciados por cada elemento... Os aTunos não dormem à sombra da rede!

 

  • De Ova a Rascasso

 

   Após um período de aclimatização, uma Ova destemida (ou inconsciente) pedirá ao Petingalho e ao Rascona que proponham à Direcção a sua passagem a Rascasso. Sendo aceite, é marcada uma “audiência” com os aTunos, onde terá de prestar provas de que é merecedor de mergulhar no mundo Tunídeo... As provas são secretas e duras... Os aTunos reúnem-se e decidem... O que se passa depois...hummm...

 

  • De Rascasso a Petinga

 

   Este é um momento carregado de simbolismo! Para o Rascasso, que está prestes a deixar para trás os collants, é reservada uma cerimónia num dos locais mais emblemáticos para os Tunídeos: O Pesqueiro. Os Rascassos, positivamente avaliados num prévio Conselho de aTunos, são brindados com o contacto directo com o Oceano, seja em que época do ano for... No entanto, esta passagem só fica completa na actuação subsequente, em que o quasi-Petinga deverá actuar vestido de mulher! As consequências têm sido variadas...

 

  • De Petinga a aTuno

 

   Este será o momento mais importante na vida de um Tunídeo! É o momento em que deixa de ser caloiro (e a boa vida acaba), passando a integrar o grupo líder do cardume (e começam as responsabilidades). Em Conselho de aTunos são escolhidos os Petingas merecedores de tal honra. Na noite de lua cheia seguinte, o quasi-aTuno fará uma serenata a uma donzela da sua preferência, que irá “amadrinhar” a sua passagem, num ritual secretíssimo em que a donzela se compromete de forma irreversível... Após a serenata, o Petinga é investido aTuno pelo Magister, num ritual doloroso e secreto. Para compensação deste momento é concedido ao recém-TMN (tuno mais novo) o privilégio de ordenar a sua primeira praxe aos caloiros, seus recentes ex-colegas de sofrimento...