As Aventuras do Alves
Música e Letra: Agostinho Leão

No final do secundário
Alves era um bom boémio
Seguia o velho ditado
Em que o trabalho é sagrado
E por isso não lhe toques

O momento delicado
Era o da escolha do curso
E o Alves aplicado
Não se sentia inferior
Também queria ser Doutor

Em nova noite de copos
Ouviu falar dos Açores
Foi directo ao aeroporto
Providenciar transporte
Com o intuito de abalar

No meio das despedidas
Chorou junto com Verinha
Fiel amante de sempre
Que dormia com o Alves
E com quem estivesse à frente

E dez anos se passaram
Fui conhecer os Açores
Encontrei o jovem Alves
Perguntei-lhe pelo curso
Respondeu-me sim senhor

No meio de mais uns copos
Diz ter sido enganado
O curso posto de lado
O seu destino traçado
Com saudades de Verinha

E o Alves aplicado
Não se sentia inferior
Também queria ser Doutor

Funcionário de café
Honesto e trabalhador
Confessou-me a verdade
Nunca entrou p’ra faculdade
Não podia ser Doutor

E recorda agora o dia
Em que se candidatou
Ao ensino superior
Também queria ser Doutor